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      Segundo os dados do TCE-RJ, Historicamente, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) apresenta uma das menores taxas de desemprego entre as seis regiões metropolitanas componentes da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE. Uma possível razão para este fato é, que em seu território, há um extenso quadro de funcionários ligados à administração pública ²², que certamente contribui para atenuar as pressões sobre o mercado de
trabalho.

      Mesmo apresentando este perfil, em 2004, a RMRJ além de perder a posição de capital com a menor taxa de desemprego para a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), também registrou uma das menores reduções deste indicador. Entre 2003 e 2004, a taxa média de desemprego na RMRJ baixou de 9,21% para 9,05%, registrando um decréscimo de 1,74%. Enquanto isto, na RMPA, a taxa de desemprego, que foi de 9,48% em 2003, caiu para 8,73%, em 2004. Na média das seis regiões, a taxa de desemprego baixou de  12,34% para 11,56%, o que corresponde a uma queda de 6,32%.

       Além do modesto recuo da taxa de desemprego, a RMRJ foi a única a apresentar aumento no segundo trimestre de 2004, quando comparada ao mesmo período de 2003. Enquanto isto, as demais regiões metropolitanas já apresentavam queda na taxa de desemprego, como reflexo do aquecimento da economia.
Somente a partir do terceiro trimestre de 2004, a RMRJ começou a mostrar redução na taxa de desemprego. Naquele momento, a região apresentou a segunda queda mais significativa entre as seis regiões metropolitanas integrantes da PME, reduzindo-se 11,46%. Com isto, a taxa, que no terceiro trimestre de 2003 era de 9,60%,
um ano depois havia alcançado 8,50%. Já na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a queda da taxa de desemprego foi a mais intensa entre as seis regiões metropolitanas componentes da PME, 16,74%. No terceiro trimestre de 2003, a taxa de desemprego era de 14,73%, passando para 12,27%, no trimestre correspondente  em 2004.


22 - De acordo com os dados do CAGED, o efetivo ligado à administração pública corresponde a 22% dos vínculos formais de trabalho
no Estado do Rio de Janeiro.

 

      Em relação ao pessoal ocupado por posição na ocupação, a RMRJ ofereceu maiores oportunidades para os trabalhadores sem carteira de trabalho assinada e por conta própria, categorias que apresentaram crescimento de 2,77% e 5,03%, respectivamente.

       O emprego com carteira de trabalho assinada apresentou o menor crescimento entre as demais categorias, 1,39%, ilustrando a importância do setor informal na geração de novos postos de trabalho.

      Embora o emprego formal não tenha apresentado, na média do ano, crescimento superior ao assistido nas demais posições na ocupação, seu avanço, no último trimestre de 2004, foi o mais elevado entre estas categorias, com aumento de 4,69%.

      Analogamente ao que se observou para o conjunto das regiões metropolitanas participantes da PME, o crescimento do emprego com carteira assinada acelerou-se ao longo do ano, tornando-se mais dinâmico que as outras formas de ocupação. O comportamento dos indicadores associados à posição na ocupação, desse modo, sinalizou o aumento da confiança empresarial na recuperação do nível da atividade econômica, incentivando a contratação de mão-de-obra de maneira mais duradoura.

      Embora o emprego com carteira de trabalho assinada tenha avançado significativamente no último trimestre de 2004 na RMRJ, este desempenho não ocorreu em função da ampliação das atividades industriais. Na industria extrativa registrou-se queda de 1,14%.

      Mesmo assim, no último trimestre de 2004, a industria extrativa registrou a menor queda do número de ocupados no ano, 0,06%. Indicando uma possível recuperação do volume de contratações.

      Já as contratações para os serviços domésticos avançaram progressivamente na RMRJ em 2004, acumulando alta de 9,02%.

      A construção civil apesar de ter registrado queda do primeiro ao terceiro trimestre de 2004, voltou a se recuperar no último trimestre do ano, quando apresentou alta de 8,98% em relação a igual período em 2003.

Tabela 1

Tabela 2

Tabela 3

      Em relação ao emprego formal, segundo o TCE o CAGED informa que o Estado do Rio de Janeiro apresentou crescimento médio de 3,19%.

      Dos 20 municípios com o maior número de pessoas ocupadas com empregos formais, os que apresentaram as maiores elevações percentuais no número de contratações foram: Rio Bonito (16,97%), Angra dos Reis (8,92%) e Macaé (6,51%).

      Apesar de apresentarem as maiores elevações no emprego formal, estes municípios representam conjuntamente 4,00% dos vínculos ativos no Estado.

      Os municípios com maior participação, Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, que empregam cerca de 70% do total de vínculos ativos, apresentaram alta em todos os trimestres de 2004, somente o Rio de Janeiro, apresentou crescimento abaixo da média nacional, que foi de 2,52%.

      No município da cidade do Rio de Janeiro, o número de empregos formais também cresceu continuamente nos quatro trimestres de 2004. Contudo, seu crescimento foi de 2,52%, ficando sua taxa de variação abaixo da média apresentada pelo Estado do Rio de Janeiro, que foi de 3,19%.

      Entre os setores mais representativos no município do Rio de Janeiro, destacam-se a Administração Pública, as Atividades Imobiliárias e o Comércio, que respondem conjuntamente por quase 60% dos empregos formais. Nestes segmentos, somente a Administração Pública apresentou crescimento abaixo da média nacional, 0,03%. Os demais setores, Atividades Imobiliárias e Comércio apresentaram aumento do emprego
formal na seguinte proporção, 3,65% e 5,06%, respectivamente.

 

      Ainda em relação às atividades do município do Rio de Janeiro, a Indústria Extrativa registrou o maior aumento do número de vínculos ativos entre as demais atividades econômicas, 32,70%. Apesar do aumento, este segmento absorve somente 0,20% do efetivo total de trabalhadores com vínculos ativos.

      De acordo com o TCE, o CAGED informa que no Estado do Rio de Janeiro, a atividade agropecuária foi a que apresentou em 2004 o maior crescimento, 14,56%, permanecendo muito acima da evolução média apresentada pelo total das atividades, que foi de 3,19%. Ressalte-se, porém, que esta é uma das atividades que menos oferece postos de trabalho no Estado, representando apenas 0,86% do total de empregos.

      O Estado do Rio de Janeiro apresenta, como principais ocupações, os mesmos setores verificados para o município. Em termos de vínculos formais, o Comércio emprega mais que as Atividades Imobiliárias na capital, 18,27% e 15,81%, respectivamente, enquanto a Administração Pública responde por 20,26% dos vínculos na
capital. Em termos de expansão, os destaques entre os que empregam mais foram: Comércio (5,52%) e as Atividades Imobiliárias (4,71%). A Administração Pública apresentou pequena redução no número de vínculos, 0,05%.

 

 

    Tabela 4

Tabela 5

Tabela 6

Tabela 7

Tabela 8

Tabela 9

      Segundo o TCE-RJ a RMRJ foi a que apresentou em 2004 a segunda maior queda dos rendimentos, 0,58%, perdendo apenas para Recife, com redução de 3,30%. Em compensação, como reflexo da ampliação das oportunidades de emprego no último trimestre de 2004, os rendimentos na RMRJ apresentaram a segunda maior elevação neste período, 3,64%, perdendo somente para a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), onde estes subiram 5,55% no mesmo período.

      Na RMRJ, entre as três principais posições na ocupação, a que apresentou o maior aumento nos rendimentos foi a do trabalho por conta própria, com elevação de 6,76% no quarto trimestre e de 2,10% no ano. As demais posições revelaram queda nos rendimentos, inclusive para os trabalhadores com carteira assinada, cujos rendimentos caíram em média, 0,85%.

 

      Para se obter uma visão sintética dos principais indicadores aqui analisados, com a finalidade de avaliar quantitativamente a performance do mercado de trabalho na RMRJ, construiu-se um índice composto utilizando metodologia semelhante à do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O índice aqui construído agrega três variáveis: taxa de desemprego, pessoal ocupado sem carteira assinada e o salário real dos trabalhadores
com carteira assinada.

      Para cada variável, cria-se uma coluna que associa o valor 1 ao melhor resultado do período avaliado e zero ao pior. Os valores intermediários são calculados por interpolação linear. Em seguida, calcula-se a média aritmética simples destas três colunas e chega-se ao índice agregado.

      A próxima tabela apresenta o comportamento das variáveis utilizadas bem como os
valores acumulados pelo indicador, em 2003 e 2004.

Tabela 10

      Visualmente, o gráfico a seguir ilustra a evolução do índice da situação do mercado de trabalho na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em 2003 e 2004.

Tabela 11

  

      De acordo com o gráfico mostrado pelo TCE, a situação geral do mercado de trabalho, retratada pelo índice composto, foi melhor em 2004 que a observada no ano anterior, principalmente a partir do segundo semestre.

      Das três variáveis analisadas, o rendimento médio real apresentou queda em relação a 2003, impedindo que a recuperação fosse mais robusta.

        Especificamente sobre o município em análise, o Atlas de Desenvolvimento Humano apresenta as seguintes evoluções, entre os dois últimos censos: A renda per capita média do município cresceu 55,03%, passando de R$ 151,42 em 1991 para R$ 234,75 em 2000. A pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 75,50, equivalente à metade do salário mínimo vigente em agosto de 2000) diminuiu 23,25%, passando de 37,6% em 1991 para 28,9% em 2000. A desigualdade cresceu: o Índice de Gini passou de 0,50 em 1991 para 0,57 em 2000.

Porcentagem da Renda Apropriada por Extratos da População, 1991 e 2000
1991 2000
20% mais pobres 3,7 2,4
40% mais pobres 11,7 9,3
60% mais pobres 24,7 20,9
80% mais pobres 45,4 39,9
20% mais ricos 54,6 60,2

Fonte: TCE-RJ

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