Saúde
Segundo o TCE almejando
reverter o panorama geral de desigualdades regionais existente
no Estado e facilitar o acesso de todo cidadão fluminense
a todos os serviços
do SUS, inclusive os de maior complexidade, algumas estratégias
e instrumentos foram pensados e feitos:
• Plena adoção da Programação
Pactuada e Integrada – PPI da assistência ambulatorial
e hospitalar, via implantação de centrais de
regulação para ordenar a oferta de serviços
e agilizar o atendimento aos pacientes;
• assessoria às pactuações intermunicipais
de serviços referenciados, por intermédio de
apoio direto aos gestores municipais; e apoio à consolidação
de fóruns regionais permanentes de negociação. |
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Este processo
de acordo com o TCE viabilizou maior transparência
na alocação de recursos em cada município
responsável pela assistência aos seus munícipes
e aos vizinhos, garantindo o acesso aos pacientes residentes
em cidades que não possuem serviços mais complexos
(oncologia, hemoterapia, tomografias, diálise etc),
de modo que os mesmos estejam acessíveis em cada região
do estado.
Segundo o TCE, para contemplar a perspectiva
de redistribuição geográfica de recursos
tecnológicos e humanos, elaborou-se o Plano Diretor
de Regionalização do Estado, representado pelo
seguinte mapa: |

O
trabalho desenvolvido de acordo com o TCE pelo Programa Saúde
da Família – PSF, e dos Agentes Comunitários
de Saúde – PACS, tem como objetivo levar a cada domicílio
o acesso ao tratamento e à prevenção das
doenças. Essas equipes vão até a casa
da população, prestando atenção
para reconhecer os principais problemas, evitando deslocamentos
desnecessários às
Unidades de Saúde e, juntos, procuram as melhores soluções
para combater os desafios locais que possam estar causando
os problemas de saúde, antes que eles se alojem de modo
mais grave. Significa atuar nos momentos precoces iniciais
da transmissão
de doenças, assim como sobre os riscos sanitários,
ambientais e individuais. Junto com a comunidade, cada equipe
deve criar um plano para combater os principais problemas encontrados
e trabalhar para desenvolver a educação de saúde
preventiva, promovendo a qualidade de vida dos habitantes daquela área.
A equipe de Saúde da
Família é multiprofissional
segundo o TCE, formada por, no mínimo, um médico
de família e comunidade, um enfermeiro de saúde
pública, um auxiliar de enfermagem e de quatro a seis
agentes comunitários de saúde. |
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Cada equipe trabalha
em áreas
de abrangência
definida, por meio do cadastramento e do acompanhamento de
um número determinado de famílias de forma individualizada.
Cada equipe de Saúde da Família acompanha de
600 a 1.000 famílias, com limite máximo de 4.500
pessoas por equipe. Cada agente comunitário de saúde
acompanha até o máximo de 150 famílias
ou 450 pessoas.
A implantação do Programa
Saúde da Família depende da decisão política
da administração municipal, que deve submeter à proposta
ao Conselho Municipal de Saúde e discutir amplamente
com as comunidades que serão beneficiadas e toda sociedade
organizada local. A Secretaria de Estado de Saúde, juntamente
com o Ministério da Saúde, oferecem o apoio necessário à elaboração
do projeto e à sua implantação. Há um
número de agentes e equipes qualificados pelo Ministério
da Saúde maior do que o existente.
SÉRIE HISTÓRICA DE IMPLANTAÇÃO
DO PSF/PACS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO |

Legenda: ESF - Equipe de Saúde da Família; ACS - Agente Comunitário de Saúde
Fonte: SES. Obs: 2003 e 2004, dados até outubro.
SITUAÇÃO DA ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DE ACORDO COM A REGIONALIZAÇÃO DA SAÚDE – Dados de Outubro de 2004

Legenda: ESF - Equipe de Saúde da Família; ACS - Agente Comunitário de Saúde;
ESB - Equipe de Saúde Bucal.
Fonte: SES. Obs: 2003 e 2004, dados até outubro.
Um município
pode estar habilitado à condição
de Gestão Plena da Atenção Básica,
ou de Gestão Plena do Sistema Municipal. Na primeira
forma, resumidamente, o município é responsável
por:
• Gestão e execução da assistência
ambulatorial básica, das ações básicas
de vigilância sanitária, de epidemiologia e controle
de doenças; Gerência de todas as unidades ambulatoriais
estatais (municipal/ estadual/ federal) ou privadas; Autorização
de internações hospitalares e procedimentos ambulatoriais
especializados; Operação do Sistema de Informações
Ambulatoriais do SUS; Controle e avaliação da
assistência básica.
A atenção básica deve
ser compreendida como o conjunto de ações prestadas às
pessoas e à comunidade, com vistas à promoção
da saúde e à prevenção de agravos,
bem como seu tratamento e reabilitação no primeiro
nível de atenção dos sistemas locais de
saúde.
Para garantir o custeio das ações
básicas em saúde foi implantado em janeiro de
1988, o Piso da Atenção Básica- PAB, que é composto
de uma parte fixa destinada à assistência e de
parte variável relativa aos incentivos para o desenvolvimento
de ações complementares da atenção
básica. Concomitantemente, o Ministério da Saúde
vem desenvolvendo um sistema de acompanhamento e uma avaliação
da produção de serviços de atenção
básica cujo objetivo é avaliar o impacto da implantação
do PAB na melhoria desses serviços e a sua efetividade
assim como, a utilização dos recursos repassados
fundo a fundo para os municípios. Este sistema de acompanhamento
consiste em um conjunto de metas que são pactuadas anualmente
entre as três esferas de governo constituindo o Pacto
da Atenção Básica. |
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A citada NOAS-SUS
01/2002 criou a Gestão
Plena da Atenção Básica Ampliada como
uma das condições de gestão dos sistemas
municipais de saúde. Agrega às atividades acima
o controle da tuberculose, a eliminação da hanseníase,
o controle da hipertensão arterial, o controle da diabetes
mellitus , a saúde da criança, a saúde
da mulher e a saúde bucal.
Já na Gestão
Plena do Sistema Municipal, objetivamente, o município é responsável
por:
- Gestão e execução
de todas as ações e serviços de
saúde
no município; Gerência de todas as unidades
ambulatoriais, hospitalares e de serviços de saúde
estatais ou privadas; Administração da
oferta de procedimentos de alto custo e complexidade;
Execução das ações
básicas, de média e de alta complexidade
de vigilância
sanitária, de epidemiologia e de controle de doenças;
Controle, avaliação e auditoria dos serviços
no município; Operação do Sistema
de Informações
Hospitalares e do Sistema de Informações
Ambulatoriais do SUS.
- No Estado do Rio de Janeiro, 76% dos municípios
estão na condição de Gestão
Plena da Atenção Básica e o restante
está capacitado
para a Gestão Plena do Sistema Municipal. A Gestão
Plena Estadual ocorre naqueles municípios que
ainda não estão aptos para assumir a gestão
de seu sistema hospitalar ou, como no caso de Duque de
Caxias e Niterói, que têm Gestão
Plena do Sistema Municipal e têm uma e quatro unidades,
respectivamente, geridas pelo Estado.
Fonte: Datasus 2005 - Todos os dados são referentes
a Julho/2003. |
Seropédica tem
Gestão
Plena da Atenção
Básica, não dispondo de hospitais conveniados ao SUS.
O município tem suas unidades ambulatoriais distribuídas
da seguinte forma:
- Posto de saúde – 7
- Ambulatório de unidade hospitalar especializada – 1
- Unidade mista – 3
Apresentamos no gráfico a seguir
a evolução dos recursos repassados pelo SUS. Os repasses
do SUS para o município podem estar sendo contabilizados diretamente
no fundo municipal específico, não aparecendo nas finanças
municipais da administração direta, objeto do capítulo
Indicadores Financeiros.

Observe-se que a notável redução dos repasses do SUS decorre de uma mudança de sistemática de transferências. De acordo com o DATASUS, com relação à Farmácia Básica, as transferências relativas aos estados estão contabilizadas no “município ignorado” do respectivo estado, com exceção da Farmácia Básica, contabilizada nos municípios a que esta verba se destina, apesar de ter sido transferida ao estado. Cabe a este fazer o repasse ao município. Já com relação a procedimentos de alta complexidade e ações estratégicas, as transferências relativas à gestão plena estadual estão contabilizadas no “município ignorado” do respectivo estado. Nesta rubrica, R$ 33 milhões foram repassados à administração estadual no ano 2000. As cifras subiram para R$ 50 milhões no ano seguinte, R$ 157 milhões em 2002, R$ 329 milhões em 2003 e alcançaram R$ 311 milhões em 2004, respectivamente 3%, 4%, 11%, 21% e, novamente, 21% das transferências totais ao nosso estado.
O Datasus disponibiliza informações coletadas
pela
Pesquisa Assistência Médico-Sanitária
(AMS), realizada pelo IBGE. Estão disponíveis as informações
referentes às pesquisas de 1981 a 1990, 1992, 1999 e 2002.
Para os anos intermediários faltantes, a AMS não foi
realizada, tampouco para 2003 e 2004. Como foram apresentados na
edição
de 2003 deste estudo os dados relativos a distribuição
de serviços na rede, de grupos de equipamentos disponíveis
e uma análise dos recursos humanos, seria repetitivo reapresentá-los,
uma vez que estão disponíveis no sítio www.tce.rj.gov.br , ícone
Estudos e Pesquisas.