Por volta de
meados do Século
XVII deu-se o início
do desbravamento do atual território dos municípios
de Itaguaí, Seropédica e Paracambí. Com
a chegada dos jesuítas começaram as bases da
futura povoação em terras localizadas entre os
rios Tinguaçu
e Itaguaí, com a finalidade de catequizar os índios
da região. Com o passar do tempo, os missionários
constataram que as terras da Fazenda de Santa Cruz, mais perto
do mar, eram melhores para aldeamento. Então, os jesuítas
levaram com eles os índios para lá, onde criaram
templo dedicado a São Francisco Xavier, inaugurando
em 1729.
A aldeia de Itaguaí foi
promovida à categoria
de vila, com o nome de Vila de São Francisco Xavier
de Itaguaí, cujo município foi separado de territórios
do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis.
A origem do nome
da região vem da fazenda Seropédica do Bananal
de Itaguaí, cujo proprietário chamado Luiz de
Resende que, por volta do ano de 1875, produziu cerca de 50
mil casulos de bichos de seda por dia.
Favorecido de
terras férteis,
a região
usufruiu, no século XIX, até 1880, de fortes
atividades rurais e comerciais, exportando em grande escala
cereais, café, açúcar, farinha e aguardente.
Com a abolição da escravatura, houve uma grande
saída dos antigos escravos, ocorrendo assim uma terrível
crise econômica. Esse fato, aliado à falta de
transporte e à ou insalubridade da região, desaparecendo
assim as grandes plantações, periódicas
ou permanentes. As terras foram abandonadas e com isso provocando
a obstrução dos rios que cortam quase toda baixada
do território municipal, alagando-a. Daí se originou
o alastramento da malária, que diminuiu a população
local e paralisou por muitas décadas o desenvolvimento
econômico da região.
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O
acesso da antiga rodovia Rio – São
Paulo pelo território do antigo distrito de Seropédica,
a instalação da indústria têxtil
no antigo distrito de Paracambí, aliadas às obras
de saneamento da Baixada Fluminense, empreendida por Nilo Peçanha,
que permitiram o aproveitamento de grandes áreas, possibilitaram
ao município reaver sua antiga posição
de prestígio.
Em Seropédica
no ano de 1938, foram iniciadas, as obras do Centro Nacional
de Estudos e Pesquisas Agronômicas, onde atualmente funciona
a Universidade Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. No período
de 1945, moravam muitas pessoas no Horto Florestal de Seropédica,
todos os funcionários do local, com suas famílias.
Nas proximidades não existiam casas nem escolas. Entretanto,
em 1948, a UFRRJ passou seu campus para as margens da antiga
rodovia Rio – São Paulo, atual BR-465, dando início
ao desenvolvimento urbano de Seropédica.
A região
ficou sem expressão
até três
décadas atrás, tendo em vista as dificuldades
de acesso, pois só servido por uma linha férrea,
com pouca movimentação de trens, unido ao município
do Rio de Janeiro por uma estrada não pavimentada. A
construção da rodovia Rio – Santos modificou
o cenário, facilitando acesso entre diversos municípios
próximos. Através da lei Nº 2446 de 12 de
outubro de 1995, Seropédica tornou-se município
independente de Itaguaí, e foi inaugurada em 1º de
janeiro de 1997. Seu nome dar-se de um neologismo² formado
por duas palavras: uma, de origem latina, sericeo ou serico ,
que significa seda, e outra, grega, pais ou paidós ,
que significa tratar ou consertar. Um local, portanto, onde
se cuida ou se fabrica seda.
O perfil de hoje,
devido as grandes extensões de terás municipais
pertencem à União, é o de uma extensão
da cidade universitária. |