Segundo
o TCE-RJ, Seropédica,
com base no levantamento de 1994, tinha sua área distribuída
da seguinte maneira: 13% de vegetação secundária,
10% de área urbana e 69% de pastagens. O município
se enquadrava na classificação de: RODEIO,
agrupamento com predomínio de pastagens, com presença
de vegetação secundária.
Já em 2001,
de acordo com o TCE, ocorreu redução de vegetação
secundária e de campo/pastagem para 7% e 61% do território
municipal, contra expressivo crescimento de área urbana
para 15%. A área agrícola cresceu de 2,8 para
8,0%. Observe-se a existência de apenas 5% de formações
pioneiras. O segundo estudo classificou-o como pertencente
a: RODEIO/VERDE II, caracterizado por altos percentuais de
campo/pastagem, média de 54% do território; percentuais
moderados de vegetação secundária, ocupando área
média de 17%; média de 13% de áreas urbanas;
e existência de formações originais, na
faixa de 9%. Dentre as localidades deste agrupamento, constam
Seropédica, único município da Região
Metropolitana; um da Região da Costa Verde, outro do
Centro-Sul Fluminense, seis das Baixadas Litorâneas e
dois do Médio Paraíba.
De acordo com o TCE,
O IQM Verde II evoluiu na metodologia e constatou que diversos
fragmentos florestais foram reduzidos ou novamente fragmentados,
assim, Seropédica necessitaria implantar 170 hectares
de corredores ecológicos, o que representa 0,6% da área
total do município.
Segundo o TCE,
em relação ao abastecimento de água, Seropédica
tem 85,7% dos domicílios com acesso à rede de
distribuição, 12,6% com acesso à água
através de poço ou nascente e 1,7% têm
outra maneira de acesso à mesma. O total distribuído
alcança 12 960 metros cúbicos por dia, dos quais
a totalidade passa por tratamento convencional.
Conforme o TCE, a rede
coletora de esgoto sanitário chega a 11,5% dos domicílios
do município, esse esgoto coletado não tem tratamento
e é lançado no rio; outros 48,3% têm fossa
séptica, 12,8% usam fossa rudimentar, 21,8% estão
ligados a uma vala, e 1,7% são lançados diretamente
em rio, lagoa ou mar. |
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Seropédica
tem 80,2% dos domicílios com coleta regular de lixo,
outros 1,6% têm seu lixo jogado em terreno baldio ou
logradouro, e 17,3% o queimam. No total de resíduos
sólidos coletados, não há informação
sobre a quantidade de toneladas por dia, cujo destino era 1
vazadouro a céu aberto (lixão) De
acordo com o o TCE.
Segundo
o TCE, Faz-se urgente que a gestão dos recursos hídricos
se efetue de forma mais competente e eficaz do que vem sendo
feita até hoje. É necessário administrar
a abertura e bombeamento de poços, monitorar o rebaixamento
do lençol freático, o aterramento de brejais,
lagoas e lotes ou a obstrução parcial da drenagem
superficial e subsuperficial, bem como a abertura e limpeza
de fossas, a contaminação do freático,
as zonas de despejo de esgoto e lixo etc. A realização
de investimentos e ações de desenvolvimento tecnológico,
resultará na implantação de projetos mais
eficientes e menos impactantes na qualidade dos corpos hídricos,
e na reutilização dos subprodutos dos tratamentos
de água, esgoto e lixo.
Não podemos deixar
de citar o Resumo apresentado no XXXI Congresso Internacional
de Geologia, Rio de Janeiro, 2000. que segundo ele "a
atividade de mineração de areia em ambiente de
cava quando realizada sem acompanhamento técnico, tende
a causar graves danos ambientais, provocando degradação
e impactos ambientais, como verificado na região.
A fiscalização da atividade mineral,
ambiental, por parte dos órgãos governamentais é fundamental
para assegurar a continuidade/viabilidade da mineração dentro de
normas e critérios técnicos.
Desta forma foi proposta a criação
da ZPM, que coincide,em boa parte, com a área minerada, além de
evitar a expansão da mineração para áreas limítrofes,
onde existem reservas de areia, possibilitando o estudo integrado visando a recuperação
da área minerada. |